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1 de julho de 2022
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Vamos fechar a Barragem Zabumbão enquanto há tempo

A estiagem já entra pelo mês de dezembro, as previsões de chuva não são nada boas e a água da Barragem Zabumbão continua a descer rio abaixo como se tivéssemos nadando em prosperidade. As pessoas pelas ruas começam a indagar, com medo do futuro é claro, por que ainda continua a soltar tamanha quantidade de água do reservatório que abastece quatro municípios na região do Vale do Paramirim. Dia e noite, todas as horas, entra mês e sai mês, a abundância da nossa riqueza desce e se perde no leito assoreado de um rio praticamente esfaqueado. Mataram nosso rio a bem de algumas vaquinhas de leite, matam nosso rio na ganância desmedida de alguns proprietários. Um conselho: “Vamos fechar a comporta enquanto há tempo”. Se a estiagem vier como estão dizendo que irá ser, da forma que é gerido, o lago não suportará por muito tempo. Aí alguém irá gritar que os técnicos dizem o contrário. Técnicos dizem as palavras dos políticos, prova disso foi São Paulo. Tomara que não precisemos entrar em um racionamento de água, pois se assim acontecer, vários culpados teremos para apontar o dedo. Ignorar a população para salvaguardar interesses de um grupo de privilegiados, não nos parece algo sensato. Todos querem a fartura das águas do Zabumbão, todos, mas cuidar da Barragem, nenhum assume a paternidade. Os serviços de restauração ficou pelo caminho; certo dia, um representante de um órgão governamental disse em uma audiência que até a conta de energia estava sem pagar. Após tantos embates, após tanto dinheiro jogado fora em reuniões e audiências, nada se resolveu, sequer uma muda de planta foi plantada nas margens do rio. O dinheiro gasto nesta farra toda daria para construir outra barragem: diárias, aviões, carros, hospedagens, comidas e tantas coisas mais. Precisamos ser racionais com o dinheiro público. O medo que nos apavora já começa a circular pelas ruas, na Sessão do Legislativo de Paramirim foi levantado por dois Vereadores a mesma preocupação a que referimos. A coisa é tão feia que as chuvas do final do mês de novembro não conseguiram sequer limpar o leito do rio na sede do município de Érico Cardoso. Onde há muito interesse e pouco pão, os espertos enchem a barriga, os bestas passam fome. Tomara que Deus mande bastante chuva e nos acalme diante dos fatos. O problema não é a falta de chuva, o problema somos nós que não conseguimos e não queremos resolver tais problemas. Somos um merdas.

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Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ufa! Finalmente “a voz do que clama no deserto” acredita no que prega e vai à luta!
    EXCELENTE ANÁLISE!
    Pessoalmente, se houver interesse do Blog e de leitores conscientes, participo financeiramente da divulgação deste artigo e outros.

  2. Texto mais que perfeito, infelizmente retratando uma realidade tão triste. Mais triste ainda é que todos próximos e os “Fazendeiros” mais beneficiados estão vendo isso e nada fazem para mudar, muito pelo contrário, são ridículos em sua ganância. A humanidade vai morrer por seus atos. Parabéns pelo texto!

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