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Paramirim
27 de novembro de 2022
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Presença de um Barão na história de Paramirim

Presença de um Barão na história de Paramirim

Identificado como Joaquim Augusto de Moura, o Barão de Vila Velha tem de certa forma uma rápida ligação com os Ribeiro de Magalhães, fundadores do sítio Cachoeira e de Paramirim.

Nascido no contexto geográfico de Minas do Rio de Contas, província da Bahia, por volta de 1828, Joaquim Augusto foi um dos primeiros grandes benfeitores da escola pública em sua terra natal e de todos aqueles que direta ou indiretamente se beneficiaram da sua benevolência, conforme veremos a seguir.

A sua ligação com a fazenda do Arraial, berço de Paramirim, teve início no fato de Dona Francisca Joaquina de Carvalho, filha de Thimoteo Spínola de Sousa e de Anna Maria de Carvalho, ter se casado em primeiras núpcias com Antônio Joaquim Ribeiro de Magalhães, um dos 13 filhos do Capitão Antônio Ribeiro, proprietário da referida fazenda.

Pelo que se sabe, após pouco tempo de convivência conjugal com Dona Francisca Joaquina, Antônio Joaquim veio a falecer, deixando como sua legítima herdeira Antônia Francisca de Magalhães, filha única do casal, que se casou mais tarde com Brás de Vasconcellos Bittencourt com o qual gerou uma grande prole e foram   proprietários da fazenda Lagoa, no distrito de Canabravinha, vindo esta a falecer em 27 de junho de 1863.

Nesse ínterim, a viúva Dona Francisca também se casa, desta feita, com Martiniano Moura e Albuquerque com o qual teve além do Barão de Vila Velha, mais duas filhas Anna Amélia e Maria Florinda, que se casaram com membros de importantes famílias do alto sertão da Bahia, hoje, sucedida por várias gerações.

Antes de alcançar o baronato, Joaquim Augusto de Moura ingressa na Guarda Nacional no posto de Capitão e em novembro 1861 é promovido a Tenente-coronel do 57° Batalhão de Infantaria sediado em Minas do Rio de Contas, sendo reformado no posto de Coronel 18 anos mais tarde, em fevereiro de 1879.

O título de Barão de Vila Velha foi concedido por D. Pedro II em maio de 1873 em retribuição à valiosa doação de 10 contos de reis feita por Joaquim de Moura à ” instrução pública ” de Rio de Contas que na época englobava como sede administrativa e cabeça de comarca o atual município de Paramirim, seguida de outras contribuições feitas de seu próprio bolso às instituições de caridade e ao esforço da Guerra do Paraguai.

Casado que fora com Dona Carlota Joaquina de Matos, nascida também em Rio de Contas, falecida no Rio de Janeiro a 7 de julho de 1922, o Barão  não logrou êxito na procriação de filhos, mas em compensação assumiu a criação de  Maria Lydia da Rocha Bastos, sua afilhada, filha do Alferes Aureliano da Rocha Bastos e de Josephina Symphorosa da Rocha Bastos, que se casou com o Capitão Francisco Ribeiro de Magalhães (Chico Ribeiro), pais biológico do Cel. Hermenegildo Ribeiro de Magalhães, dono da fazenda São João no atual território de Paramirim.

Com o casamento de Maria Lydia da Rocha Bastos com Chico Ribeiro, sobrinho pelo lado paterno do Capitão Antônio Ribeiro de Magalhães, fundador de Paramirim, reata-se dois pontos da história local distantes um do outro no tempo e no espaço, mas suficientes para mostrar que através da genealogia podemos recompor os fatos ocorridos no passado para melhor conhecer o presente mesmo sendo à grande distância um do outro e em diferentes contextos.

Dessa forma, podemos dizer que o eminente riocontense Joaquim Augusto de Moura, mais conhecido pelo título de Barão de Vila Velha, falecido no Rio de Janeiro a 21 de maio de 1898, com 70 anos de idade, primo de Marcolino de Moura e Albuquerque, um dos notáveis da Guerra do Paraguai, muito tem a ver com a História de Paramirim pelo fato de sua genitora ter compartilhado da saga dos Ribeiros de Magalhães que colonizaram o território da então freguesia do Morro do Fogo nos fazendo crer que a história não tem limites e que os seus protagonistas muitas vezes cruzam  os mesmos caminhos deixando de certa forma  pegadas que nos levam a inúmeras interpretações.

Paramirim, 27 de julho de 2022.

Prof. Domingos

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

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