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Paramirim
28 de julho de 2021
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Poema Caatinga

Bioma Caatinga

Eu sou um cacto

Sombra eu não empresto a seu ninguém

Para quem quer encosto tenho espinhos

Sou seco por natureza

Não tolero frescura

Sugo o máximo de tudo deixando quase sem vida os seres

As pedras do chão queimam

O sol de rachar embrutece

A noite para alívio deixo fluir gostoso ar fresco

De tempo em tempo me transformo

Recebo a graça divina e a retribuo

Momento de metamorfose

A lagarta se converte em crisálida

E não tarda em esbanjar beleza nas asas da borboleta

Aí eu sou o doce da jabuticaba

O azedinho do umbu

O cheiro suave das flores

O frescor da mata verde

A paz das águas que correm rio abaixo

Sou Sertão

Sou Caatinga

Tenho um grande coração

Que de tão grande

Por todo nordeste respinga.

Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

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