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Paramirim
25 de novembro de 2020
Início Artistas de Paramirim O artista reconhece sua obra de arte

O artista reconhece sua obra de arte

Encontramos Sinho a trabalhar um tronco. Ao conversar com ele ficamos sabendo que o tronco era do tamarineiro que antes arborizava a Praça Santo Antônio. A madeira ainda verde precisou de três pessoas para levantá-la. Indagamo-lo se daquele tronco iria ser feito um banco, ele sorriu e apontou para as duas saliências e nos indagou: “Parece com quê?”. De fato, muito parecido. Ele disse que seria um tronco de um jovem. Esperamos no futuro próximo vir a tirar outras fotos quando a arte estiver terminada.

O artista reconhece de imediato algo que lhe sirva de inspiração. O tronco morto ainda brilhará por mais tempo, fugiu da maldita sina de virar calor em alguma boca de alguma cerâmica.

Parabéns ao artista.

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

1 COMENTÁRIO

  1. É com grande sentimento de perda, que venho observando neste precioso meio de comunicação, reportagens denunciando a mutilação da nossa fauna e flora, principalmente no tocante ao desmatamento e derrubada de arvores. Assistimos sem qualquer reação a derrubada das arvores que enfeitava a nossa tão quente praça Santo Antonio. Para quem não nasceu o conviveu em Paramirim ou não tem qualquer compromisso com a cidade e a preservação da natureza, pode não fazer qualquer sentido uma arvore plantada em uma praça, fato não raro para muitos que detém o poder de dar um basta na destruição da natureza. A praça era um local de belíssima fotografia para os olhos de quem visitava a nossa cidade, era um frondoso condomínio de pássaros que ainda voavam em torno do local, saboreando a suas sombras e os deliciosos frutos de época. Hoje o que vimos, são pássaros e viventes na busca inútil dos braços verdes que lhes ofereciam abrigo.
    O troco do tamarinheiro que antes serviu de abrigo para pássaros e homens sedentos de um sombra no período do quente verão, talvez hoje, ainda possa servir ao artista para confeccionar uma obra de arte a ser exposta nas praça e servir de exemplo para às futuras gerações do que não se deve fazer com a natureza.
    Com a nova reforma da praça, foram abatidas, frondosas arvores, como mangueiras e outras, que deveriam ter sido preservadas e até tomadas como patrimônio publica. Talvez não seja o interesse dos nossos vereadores e outros, pois, se assim fosse, teriam os mesmos apresentado projeto de lei para preservação das arvores.
    No caso das grandes arvores que vem sendo abatidas, no centro da nossa cidade, a desculpa parece ser a construção de uma moderna praça, os fios elétricos, os cupins, troca por outras arvores, mais bonitas e outras desculpas que não fazem sentidos. Não há justificativas que supere a beleza de uma arvore na praça publica de qualquer cidade ou lugarejo.
    Ao deparar com a fotografia do tronco do tamarinheiro da praça da matriz, não poderia calar diante desta atrocidade, “ mas, tudo vale pelo progresso, o moderno, por uma bela praça no sol escaldante do nosso sofrido sertão”. Acredito de que, devemos nortear as nossas praticas políticas e sociais a partir do local que nos é dado a habitar. Ainda acredito que algo possa ser feito para evitar o desmatamento da nossa fauna e flora, sem as quais será impossível sobreviver no próximo futuro.

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