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23 de janeiro de 2021
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História da Pedra do Mocó

Maria da Silva Saraiva Segura a Imagem do Menino Jesus de Praga

A Pedra do Mocó pela sua importância para o nosso município está protegida pela Lei Orgânica municipal. Mas com toda a sua importância mesmo assim foi depredada e hoje se encontra em ruínas. Estivemos na manhã do dia 16 de junho de 2013 onde outrora havia a comunidade denominada por Pedra do Mocó acompanhado por um dos seus ex-moradores. Após a sua partida, essa foi a primeira vez que ele retornou ao local. Para espanto dele o lugar sequer se assemelha ao que ainda carrega em sua memória. Onde antes havia a comunidade hoje se encontra o depósito de lixo da cidade. Por todos os lados que se olhe facilmente é encontrados urubus e mosquitos, sacolas plásticas cobrem todo o ambiente, em um umbuzeiro várias sacolas sacodem ao sabor do vento. Pelo chão ainda encontram-se vestígios das antigas residências. Em certo momento, Gilmar José de Oliveira para e nos aponta o local do antigo campinho de futebol, ficava ao fundo da casa onde ele morava, o mato se incumbiu de tomar conta de tudo. “Aqui era onde a criançada se divertia nas manhãs e nos finais de tarde. Nós éramos felizes e não sabíamos.” Gilmar lembra com certa emoção. Da sua antiga residência ele apanhou uma banda de um tijolo e a levou como lembrança. A comunidade de Pedra do Mocó chegou a ter umas dez casas. Como não tinha água encanada e nem tão pouco energia elétrica, o Prefeito da época resolveu transferir todas as pessoas para uma área próxima ao campo do Bairro São José. Naquele tempo paralelepípedos era o material mais usado na pavimentação de ruas e avenidas, como na Pedra do Mocó havia muita matéria prima a espera de ser trabalhada, sem falar na vantagem de ser próxima da sede e de ter fácil acesso, os próprios moradores se encarregou de fazer das pedras paralelos. O dinheiro era suficiente para subsistência, naquele tempo não tinha os programas do Governo, o tempo era difícil. Não tendo outro meio de renda eles se viram obrigados a colocar a baixo a Gruta do Menino Jesus de Praga, o maior patrimônio do lugar.

Entrevistamos duas senhoras, na residência de uma delas encontramos o Santo que antigamente era reverenciado na gruta. Maria da Silva Saraiva fez um relato ímpar sobre a comunidade e a cultura local. Já Anísia Vieira da Silva, hoje com noventa e oito anos, relatou como era a vida deles na comunidade. Ambas moram próximas ao campo do Bairro São José e lembram com saudade do tempo em que viviam na Pedra do Mocó. Do campo se avista o enorme punho fechado, a referência característica do local.

A história desse bonito local mesmo sendo de destruição ainda assim não deixa de não ser muito interessante.

Agradecemos aos entrevistados por nos ter recebidos tão bem e a Raimundo Sucupira por nos ajudar nas filmagens.

Montamos um vídeo mostrando essa bonita história sobre a comunidade de Pedra do Mocó.

Assista ao Vídeo:

Maria da Silva Saraiva Segura a Imagem do Menino Jesus de Praga e Gilmar José de Oliveira

Anita Vieira da Silva ao Lado de Raimundo Sucupira

Clarinda, Morada da Comunidade Pedra do Mocó em uma das Casas do Local

Pedra do Mocó

Pedra do Mocó

Pedra do Mocó / Neste Local Ficava a Gruta do Menino Jesus de Praga

Pedra do Mocó / Neste Local Ficava a Gruta do Menino Jesus de Praga

Extração de Pedras Para Fazer Paralelepípedos

Pedra do Mocó / Neste Local Ficava a Gruta do Menino Jesus de Praga

Pedra do Mocó / Neste Local Ficava a Gruta do Menino Jesus de Praga

Sobras da Pedras que Viraram Paralelepípedos

Nas Proximidades deste Tanque Havia Uma Mina de Água

Pedra do Mocó

Vestígios das Antigas Residências

Neste Local Havia Um Campinho de Futebol

Onde Antes Havia a Comunidade Hoje se Encontra o Lixão

Lixão da Cidade

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

3 COMENTÁRIOS

  1. Trabalho espetacular, quando jovem conheci a Pedra do Mocó, destruída uma comunidade por um lixão.O momento é para reflexão, não podemos deixar que acabem com parte de nossa história.

  2. Gostei imensamente desta reportagem e das entrevistas,simples e puras palavras de Maria Saraiva,a Maria de Domingos e de Anízia Vieira da Silva, a Dadá da nossa infância,a amiga certa das horas incertas.Participei de várias comemorações ao Menino Jesus,inclusive fui eu quem pintou as imagens de Cristo e Anjos na Gruta.Uma pena que tenha sido destruida.As autoridades municipais,já deviam ter erguido uma capelinha em louvor ao Santo.Serviria para comemorá-lo,ao tempo em que promovia romaria,com festa para fazer crescer uma comunidade,crescer um comércio local de artesanatos,enfim,ampliar o leque de nossos festejos religiosos.Faço votos que com este seu trabalho,Bill e Raimundo,sejam tocados os corações de quem tem o poder municipal nas mãos,para que realizem benfeitorias naquele local,não permitindo que sua sorte seja jogada ao lixo,onde já foi considerado um lugar sagrado.Parabéns,fico na torcida por vocês.Abraços.

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