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Paramirim
5 de dezembro de 2020
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Entrevista com o Atacante Valdir

Valdir e seus Troféus

Um dos maiores jogadores de Paramirim e de toda a região circunvizinha nos concedeu uma entrevista na manhã do último domingo, dia 21 de julho de 2013. Após a vitória sobre a equipe do Bahia na final do Campeonato Máster deste ano, o atacante Valdir, que tinha acabado de marcar os dois gols da sua equipe (Caraíbas), convidou-nos para ir a sua residência para ver os troféus que ele ganhara na sua vitoriosa carreira, também queria dá uma resposta a um torcedor que o chamou de pé-frio e o acusou de sempre ser vice-campeão por todas as equipes que atuou.

A história de Valdir é grande, daria para escrever um livro. Muitos fatos ocorreram nesse período, muitas vitórias, bastantes gols, segundo ele mais de mil. Disse-nos que perdeu as contas do número de troféus de artilheiro que já levantou, tanto em Paramirim quanto em todas as cidades vizinhas. Começou elencando as vezes que fora campeão, à medida que a conversa fluía o número só aumentava.

Foi Campeão:

Campeão Máster em Érico Cardoso

Campeão jogando pelo Sênior’s de Paramirim

Campeão Máster jogando por Caraíbas

Campeão da Primeira Divisão de Paramirim pelo São José

Campeão em Tanque Novo

Campeão jogando pelo Rale de Guanambi

Campeão pelo Humaitá de Livramento

Campeão Máster de Livramento

Campeão do Futebol de Areia e artilheiro em Paramirim

Campeão e artilheiro do Campeonato de Futsal da quadra da Queiroz Galvão jogando pelo Good Mark, na época do time do Catuaba e do time da Queiroz Galvão

Campeão pelo Cosmo em jogo contra a equipe do Paramirim por um a zero sendo o gol dele

Campeão pelo Bahia de Brumado

Campeão pelo Bahia do Rompe Gibão

Campeão em Macaúbas jogando pela equipe do Sindicato de Paramirim

Campeão pela Embasa jogando em Vitória da Conquista e Artilheiro

Melhor jogador e Artilheiro da Embasa jogando em Jequié.

Torneios ele perdeu as contas de quantos ganhou; no tempo de Tio Dedé foram vários.

Ele nos mostrou alguns troféus e algumas medalhas, mas fez questão de frisar: “Ganhei muito mais, estes são os dos últimos anos. Antes eu tinha o costume de dá os troféus que eu ganhava aos amigos que me pediam”.

Como Valdir foi um jogador diferenciado o indagamos: Por que você não tentou a carreira profissional?

– Naquele tempo houve vários convites. Tive do Vitória da Conquista, Goiás, Feira de Santana, Guanambi, até tentei no Feira de Santana, mas os tempos eram difíceis. Se fosse hoje, com o nível do futebol e as facilidades, certamente eu seria um profissional de sucesso. Vemos hoje pela televisão cada jogador nas equipes grandes que nos faz sonhar: “Se eu tivesse meus quinze anos hoje”.

O que foi que o impediu de não ter tentado mais a carreira profissional?

– A família não queria e preferi optar pelo emprego a me arriscar pelo mundo. Não me arrependo de nada.

Como foi Valdir na Seleção de Paramirim?

– Sempre fui titular da Seleção de Paramirim, mesmo com a idade já avançada para atuar ainda assim sempre fui titular. Na inauguração do Estádio João Tanajura fui eu quem marcou o gol de empate contra o Real Salvador.

Se pudesse voltar no tempo o que você mudaria?

– Em uma final em Tanque Novo, na cobrança de pênaltis eu usei o meu estilo de bater na bola com o pé trocado, o goleiro foi bem e conseguiu afastar a bola com as pontas dos dedos. Chutei bem e no canto, o goleiro teve seus méritos. A torcida ficou tão furiosa que queria me matar. Deste tempo para cá nunca mais participei de competições naquela cidade, houve várias propostas, mas não tinha clima. Se fosse hoje eu não faria como eu fiz, seria mais profissional e cobraria da forma certa. Mas nunca fui muito bom em cobranças de pênaltis, nas muitas das vezes, eu era obrigado, pois sempre lutei pela artilharia e esses gols ajudam muito na contagem final.

Você começou a jogar com quantos anos?

– Com treze anos eu já jogava no principal do São José. Com dezesseis eu joguei pela Seleção de Paramirim contra o Sub-20 do Vitória de Salvador no campo da Lixa. Naquele jogo meu pai quis entrar em campo para pegar o goleiro Fábio Costa após um choque do atleta comigo na área. O pessoal do Vitória gostou da minha atuação e queria me levar, mas minha família teve medo, eu era jovem, acabei ficando.

Você disse que iria parar de jogar após a final do Máster. A pergunta que não quer calar: Valdir parou de jogar futebol ou não?

– Alguns times da Primeira Divisão deste ano já me procuraram para assinar com eles, porém neste ano não jogarei mais competições, talvez no ano que vem eu jogue o Máster novamente. Com a minha idade, tenho esposa e filha, trabalho como autônomo, eu não posso me dá ao luxo de me machucar, pois o que será da minha família se eu ficar obrigado a me afastar por dois ou três meses. Futebol é um jogo de contato, o jogador, ainda mais os atacantes, corre muitos riscos de si machucar. Para você ver, mesmo com a minha idade sou procurado por vários times.

Como você ver o futebol hoje?

– Para falar a verdade, o futebol, principalmente o da nossa região, está muito fraco, ano após ano vem decaindo. Antigamente nós fazíamos uns babas no campo da Lixa e faltavam horários para os times, hoje faz um baba, para formar dois times é difícil. Igual no tempo do Cosmo, do Botafogo, do Gavião e do Paramirim nunca mais. A juventude não dedica como devia. Sereno faz um trabalho com os jovens e em certo tempo eles o abandonam.

Tem mais alguma coisa a dizer?

– Não poderia deixar de falar na pessoa que fez a brincadeira de me chamar de pé-frio, de dizer que eu sempre fui vice. Sei que ele não fez por mal, mas tenho que deixar minha resposta. Estava com ele engasgado. Como um bom jogador pode dá uma resposta? Dentro de campo, é claro. E eu assim fiz. Na partida da semifinal entre o meu time, Caraíbas, versos o time dele, o Paramirim, marquei dois gols e nosso time fez seis, seis a zero. Não sou pé-frio, sou pé-quente. Os números são quem dizem. Quem procura acha. Foi me provocar, achou. Seis a zero, e foi pouco, poderia ter sido bem mais. Acho que esse negócio de pé-frio e de sempre ser vice-campeão já é coisa do passado. Se ele quiser ser campeão pelo menos uma vez na vida que jogue pelo mesmo time que eu jogar no ano que vem, pois você sabe, com o maior artilheiro da nossa região é sinal de muitos gols e de decisão. Após a vitória esmagadora sobre a equipe dele já estaria satisfeito mesmo sendo vice, mas nosso time era bom e fez por merecer, fomos campeões invictos.

De qual pessoa você está se referindo?

– Da mesma forma que ele não quis se identificar na matéria, mas eu fui atrás e descobrir, não direi o nome dele. O que eu posso dizer é que ele jogou na equipe do Paramirim no Campeonato Máster deste ano.

Valdir Onofre em sua trajetória foi ídolo e odiado ao mesmo tempo, fruto do seu lado polêmico e provocador. O futebol precisa de jogadores iguais a Valdir, que além de jogar muito sabe provocar como ninguém.

Só falta uma placa para Valdir no Estádio de Paramirim.

Valdir o Artilheiro

Dão, Zé Caçola, Valdir, André (quatro feras)

Valdir Levantando Troféu

Equipe do Bairro São José

Valdir Levantando Troféu

Jogo no Campo da Lixa

Bernardino ao lado de Valdir

Valdir ao Lado de Tio Dedé

Valdir Recebe Troféu das Mãos de um Deputado

Valdir no Ideal

Valdir Recebendo Troféu

Valdir ao lado de André e Outros

Valdir no Campo do Rompe Gibão

Equipe do Bahia

Valdir Levantando Troféu

Valdir Levantando Troféu

Em Caraíbas

Valdir, Anselmo, Mazinho

Valdir ao lado das Feras

Campo da Lixa

Cosmo no Campo da Lixa

Cosmo

Campo da Lixa

Humaitá de Livramento

Estádio de Livramento

Estádio de Livramento

Valdir no Lomanto Júnior em Vitória da Conquista

Valdir Recebendo Prêmio em Jequié pela Embasa

Jogando pela Embasa

Valdir Recebendo Troféu

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

3 COMENTÁRIOS

  1. Fatos e fotos comprovam que ele realmente foi e é um grande profissional
    dentro e fora dos campos,pois além de ser um grande atleta tem um coração
    que nos passa humildade,sinceridade,caráter de um grande homem.A idade passa mas
    a marca fica.Que Deus continue abençoando vc e toda sua família.

  2. O melhor jogador de Paramirim e região, me desculpe os outros jogadores, mas chegar na linha de fundo e botar a bola na área de pé trocado, só com ele(Valdir).
    Ah, e um fatos que vi durante os jogos dele na minha infância, quando um jogadores adversários fazia falta no Valdir, seu pai Toe Badia sai correndo de sua barraca com um canivete na mão, mas sempre era contido, é um figura Toe Badia…
    abraço!

  3. eu acho que este site está cometendo uma injustiça, com o futebol de paramirim a dedecar-se uma pagina inteira, a uma pessoa que, não passa de um jogador amador, e cade os outros jogadores de paramirim não mereçe , não se pode apagar a o os outros fizerão eu acho que deveria se fazer uma pesquisa melhor, para que se não cometa injustiça. ponto final

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