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26 de novembro de 2020
Início Caatinga A Caatinga começa a perder suas folhas

A Caatinga começa a perder suas folhas

Uma das características do bioma Caatinga é a sua perda quase total das folhas após o período das chuvas. As plantas são adaptadas ao clima seco; estiagens que podem se estender por meses, ou até anos. O umbuzeiro, por exemplo, possui tubérculos onde se armazenam água. A perda das folhas faz cessar a transpiração preservando a planta. Basta uma chuvarada para em poucos dias toda a flora ganhar nova roupagem em tons de verdes.

Luis Carlos Billhttps://focadoemvoce.com/
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) trabalha de forma amadora com fotografia e filmagem. Ele gerencia atualmente dois sites: um de notícias e um pessoal. Está presente nas redes sociais, como no Instagram e Facebook, e tem um canal no YouTube com uma variedade grande de vídeos referentes à região da Chapada Diamantina e do Sertão brasileiro. Sua formação profissional é a de Contador.

4 COMENTÁRIOS

  1. UMBUZEIRO

    Êta sol forte. Já nasce queimando, sem preguiça e sem dó. Quando dormi, para não ser morto pela torpeza da sua ardência, e isso faz tempos, as chamas não ardiam tanto. Era maio, as chuvas partiram em março, tudo verde. Certo que daí em diante uma gota d’água só cairia do céu lá pros tempos de outubro, novembro ou dezembro, falei prás filhas que era chegado o tempo da desmama e do meu sono profundo. Elas entenderam. Desgarraram-se murchas e beijaram as terras secas, onde, nas profundezas, prendo as raízes, condutoras das seivas que me são enviadas pelas prudentes e sábias batatas. Agora, no raiar de setembro, elas garantem o sustento para eu acordar e soltar as primeiras flores brancas do sertão.

    É tempo novo; nova era. D’aqui mais um pouco, quando todo encoberto pelo branco da paz, dia a dia vou mostrando a ele que revivi, rebrotei, renasci. Exibirei o verde das novas filhas que colocarei no mundo. Elas acolherão com mais conforto os bichos que voam e entoam seus hinos, sob a regência do Criador.

    Aos poucos revestido, eis que a brancura das flores desaparece na evolução do ciclo da vida, cedendo lugar para a consolidação de um caminho: surgirão os filhos. Minúsculos, entumecidos e crescentes, atingem a grandeza da doçura e passam a cair na sombra da minha copa, encharcada pelas chuvas que tornaram o sertão a mais bela paisagem da natureza. Também reabastecem as batatas para o enfrentamento das agruras do amanhã.

    Tempos depois, quando partirem as “lágrimas do céu” e ele continuar brilhante, a cada dia secando a terra, eis que o cansaço me chegará e, mais uma vez triste, retornarei ao longo repouso, prá um novo florescer.

  2. A VIDA É UMA POESIA! É linda a poesia que existe no cair das folhas secas no final do outono e no germinar da relva ao ser beijada pelos primeiros pingos de chuva.

  3. Nem Letrado,nem Poeta,Nem Sábio,nem Louco,Sabe Falar do Sertão como o Próprio Sertanejo,não há nada mais Belo que vê o Sertão em Flor,levantar Cedinho e sentir o cheiro adocicado pelas Flores Campestre.Ouvir o Murmurar do Riacho engrossado pela chuva do Meio Dia,depois de um longo Dia de Trabalho deitar sobre a Sombra de um Umbuzeiro ouvindo o
    canto de um Pássaro Preto.Deitar na Certeza de um novo Dia.Esse é meu Sertão,o lugar mais
    Belo do Mundo.Terra que me viu Nascer,que um Dia há de Acolher-me quando sair de Cena.

    Raimundo Sucupira

  4. Depois de ler as belas palavras de Beto,Délio e Sucupira,pouco tenho para dizer,só apreciar a árvore símbolo do meu sertão,porque ela,é a responsável pela frase de Euclides da Cunha,”que o sertanejo é um forte”.

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