Arte Rupestres, rock art "A nossa Guia, Lúcia Beatriz, a Filha da nossa Guia, Fernando Bonetti, Luiz Carlos Bill"

Espedição ao Mocambo e a Vereda.

    No dia anterior colhemos informações que na serra do Mocambo existem Sítios Rupestres. As evidências eram fortes, na manhã de uma quinta-feira descemos para depois subir a grande serra. Passamos por Caturama e pegamos uma estrada de terra, essa estrada vai dá no Mateus, porém em certo ponto pegamos outro caminho à esquerda. Na estrada encontramos um senhor e esse afirmou que sabia onde existe um sítio, propôs em nos levar até o local, todavia nos avisou que o trajeto é muito íngreme e que só se consegue ir de jipe. Propomos com ele de ir à tarde, pois desejávamos chegar ao Mocambo. Paramos várias vezes para colhermos informações, em uma dessas um morador apontou para uma serra onde se encontravam dois buracos, olhando assim parecia que a serra tinha olhos. Continuamos nossa viagem e conhecemos muitas pessoas estranhas. Um senhor nos pregou uma peça, não sei por qual motivo, mas ele nos fez ir a Rio do Pires, afirmou de pé junto que lá havia um sítio; descreveu o mesmo com tantos detalhes que nos fez acreditar. Deixamos de ir ao sítio que tínhamos combinado com o rapaz para voltar a Rio do Pires. Seguimos as coordenadas que ele nos passou. Chegamos ao ponto marcado, era a casa de um parente daquele que havia nos passado as informações, esse afirmou que naquele local não existia nenhum sítio. Em termo de achado e de catalogação esse dia foi perdido. Mas nada é totalmente perdido, breve retornaremos ao povoado.
No dia seguinte acordamos cedo e pegamos uma rota diferente. Nosso desejo era ir ao Mateus, porém outro sítio clamava pela nossa visita. Pegamos a estrada para Érico Cardoso, de lá formos à comunidade denominada de Vereda. O percurso é bom até certo ponto, quando começa a subir a serra as dificuldades aumentam exigindo mais do carro. Não foi difícil encontramos o sítio. Fomos bem recebidos por uma família local, alguns de seus integrantes se comprometeram em nos levar ao local. A filha da esposa do dono da propriedade (uma garotinha de uns seis anos) fez questão de, junto com a sua mãe, nos acompanhar, como nós essa seria sua visita primeira.
- Mãe, você me deixa ir a Loca dos Tapuios? – a garota pedia a mãe incessantemente.
Chegando fui tomado de surpresa, esse sítio era totalmente diferente dos que já havia visto. Procurava as paredes rochosas, mas o sítio com suas gravuras estavam sobre meus pés. Os lendários Tapuias fizeram suas artes ou ciência na rocha, com algum tipo de ferramenta. Esquecemos o giz e tive que retornar para buscá-lo. No sítio só havia ficado Fernando.
Pegamos o giz, um pouco mais de água e retornamos. Uns quinze minutos de caminhada, nessa ida tomei caldo de cana no engenho que estava em plena produção. A garotinha fez essa caminhada toda, até chorou quando a mãe disse que ela não voltaria.
Tiramos as fotos, marcamos as coordenadas, fizemos um breve lanche e retornamos. Desejávamos encontrar o sítio de nome Pedra Escrevida, fomos ao local, porém nada encontramos. Esse dia já tinha recompensando o esforço. Voltamos para casa, chegamos já era noite.
Cinco dias de muitas aventuras. Muitos conhecimentos adquiridos, muitos achados. No final da próxima semana haveria mais dois dias de expedições: Caraíbas e Mateus. Mas essa já é uma nova história.
    Esse passeio aconteceu no dia 10/07/2009.

Luiz Carlos M. Cardoso

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