Eleição 2008 / Resumo

As campanhas, rumo ao poder maior do município, começaram bem antes da data prevista em lei. A força criada no decorrer dos anos parecia potente o bastante para durar muito séculos, mas onde concentra uma fração considerada de energia em algum momento certa quantidade tende a se rebelar por outro caminho. O dia quente e calmo da nossa Paramirim é tomado por um gigantesco tornado. Num ambiente assim o prejuízo pode sobrar para muitos; enquanto as flores, para poucos. A grande potencia quebrou-se. Um sol virou dois e agora lutam para sobrar apenas um. Saber qual lado se incumbiu dessa divisão é uma pergunta que a mim não cabe responder.

De um lado ficara a maioria, contudo com poderes e fama moderada; do outro, alguns, porém com aquele considerado o Zeus na vistas dos demais deuses. Estava lançada a semente da guerra esperada por muitos há alguns anos. Quando o ciclo do poder incha demais natural que ocorra uma divisão, a política mansa transforma-se em poucos meses na maior e mais feroz de todos os tempos. Perder a batalha seria tanto a um lado quanto ao outro um fardo difícil de ser carregado, ainda por cima, por ter uma gama enorme de empregos e recursos a ele vinculados.

Duas coligações estavam formadas para as eleições, poderia surgir outra, surgiu. O PT encabeçado por Dr. Antônio (Tolinha), pretendido pelas outras duas chapas para sair como Vice, resolve lançá-lo como candidato. Tolinha confiou demais na força do PT nacional esquecendo-se do seu anonimato dentro do município. Teve a chance de sair vice na chapa com Dr. Júlio ou na de Dr. Sílvio. O PT tinha Dr. Antônio como candidato a prefeito e Luiz Caíres (Lula) como vice. Se pudéssemos voltar no tempo em Tolinha, quantas glórias esperavam pela sua pessoa? São escolhas que fazemos que o futuro em momento oportuno vá dizer o que ele de fato desejou. Deveria ter escutado muitas pessoas antes de ter decidido apenas apoiado nas ideologias utópicas de alguns do partido de qual participa. Dr. Júlio já havia caído nesse erro quando ansiava fazer um sucessor de sua estima, cedendo às idéias de poucos, acabando por notar já tardiamente seu equivoco. A explosão tanto de Dr. Júlio quanto a de Tolinha deveria ter ocorrido naqueles tempos de primavera; esperar o inverno para romper pode trazer conseqüências nefastas. Dr. Júlio teve competência para se safar vitorioso, grande parte desta vitória se deu pela falta de visão do grupo rival, caso fosse o contrario, Dr. Júlio também receberia a coroa de louros, exemplo temos o da cidade vizinha de Macaúbas.

O momento final da composição das chapas enfim chegara. Paramirim teria três grupos digladiando entre si por uma única cadeira. A Força do Povo: Dr. Júlio e Dr. Marcelo. É o Novo, a Esperança do Povo: Dr. Antônio e Luiz Caíres. Paramirim do Bem: Dr. Sílvio e Dr. Milton. A Força do Povo escolheu o espaço Wil-il-son para sua convenção; É o Novo, a Esperança do Povo, O Espaço Dançante Princesa de Ouro; Paramirim do Bem, o Centro Cultural Nabor Cayres de Brito.

Candidatos a vereadores Coligações:
A Força do Povo: PMDB, PRB, PV, DEM, PSC.
É o Novo, a Esperança do Povo: PT, PPS, PP.
Paramirim do Bem: PSL, PR, PC Do B, PTB, PSDB, PHS, PDT, PSB.
PRP, PRTB.

Coligações para Prefeito:
A Força do Povo: PMDB, PRB, PV, DEM, PSC.
É o Novo, a Esperança do Povo: PT, PPS, PP.
Paramirim do Bem: PSL, PR, PC Do B, PTB, PSDB, PHS, PDT, PSB.

Cores:
A Força do Povo: vermelho e azul.
É o Novo, a Esperança do Povo: vermelho.
Paramirim do Bem: amarelo.

Número de chapa:
A Força do Povo: 15 (PMDB).
É o Novo, a Esperança do Povo: 13 (PT).
Paramirim do Bem: 40 (PSB).

Vice Prefeito:
A Força do Povo: Dr. Marcelo.
É o Novo, a Esperança do Povo: Luiz Caíres (Lula).
Paramirim do Bem: Dr. Milton.

Candidatos a Prefeitos:
Veja a listra aqui.
Candidatos a Vereadores:
Veja a listra aqui.

Após o termino das convenções, como de praxe, fogos subiam ao céu estourando e avisando que suas chapas estavam formadas e prontas para os três meses de batalha. Dentre as três coligações a que teve maior número de pessoas, já esperado, foi “A Força do Povo”. A convenção aconteceu na tarde do dia 29 de julho de 2008. Passado cinco dias, um domingo, o primeiro embate ocorreu: às seis horas da manhã, um carro de som tocando uma parodia em beneficio a Coligação Paramirim do Bem sai às ruas. A Coligação A Força do Povo colocou seu carro as ruas às dez horas. Pessoas sentindo ofendidas ofenderam o motorista deste automóvel. Na segunda, o Judiciário estabeleceu dias específicos para cada coligação fazer seus anúncios. Cada dia passado uma nova parodia surgia. Leia aqui uma pequena crônica que escrevi no período de campanha. A disputa na sede não era por votos, mas por mostrar quem tinha mais força nas ofensas.

Um boato corria as ruas que a coligação A Força do Povo no momento final trocaria seu vice (Dr. Marcelo) por outro candidato. Alegavam que o mesmo não tinha se afastado do emprego público que ele desempenhava no tempo estipulado pelo TSE. Pesquisas eram feitas na intenção de saber quem poderia ser esse nome a compor a chapa com Dr. Júlio. Junior (irmão da mulher do ex-deputado Robério Nunes; Luiz Eduardo (filho do ex-prefeito Luiz Barros); Tõe de Dô (filho do povoado de Caraíbas); José Barbosa Leão (ex-prefeito, não poderia ser candidato por existir um processo no TSE contra ele). No inicio da campanha quase não se via Dr. Marcelo nos movimentos, apareceu já no final, quando o TSE aprovou sua candidatura.

Primeira manifestação popular aconteceu no dia 12 de agosto, uma carreata saindo da sede rumo ao povoado de Caraíbas, organizada pela Coligação A Força do Povo. Uma segunda-feira de manhã, contou com quase duzentos automóveis.

No dia 19 de agosto foi a vez da Coligação Paramirim do Bem realizar sua carreata rumo a Caraíbas. O lado oposto alega que contaram quase duzentos carros, já o lado dos que realizaram a manifestação afirmam que tiveram quase quatrocentos. Disseram-me que pagavam para quem quisesse colocar seu automóvel, muitos das cidades vizinhas compareceram. A onda desses eventos é passar a sociedade um otimismo, no mais das vezes, falso.

No dia 23 de agosto, houve a inauguração do comitê central da Coligação A Força do Povo. Ele se encontrava na Avenida Botuporã. Nesse ato muitos já diziam da vitória da Coligação A força do Povo.

No dia 01 de setembro, excelentíssimo Governador da Bahia Jack Wagner visitou nosso município, foi a segunda vez que o homem maior do Executivo no Estado esteve em nossa cidade, a outra, aconteceu durante a campanha para governador, na Eleição de 2006. Um fato pra lá de inusitado: as três coligações apoiavam o Governador. Normal seria Jack Wagner, por ser do Partido dos Trabalhadores, apoiar o candidato do seu partido. Havia certo receio e esperança por parte da aprovação do governador, o prestigio do PT tanto nacional quanto estadual deixava a mente dos políticos apreensiva. Nesse evento poderia significar tanto o fracasso quanto o sucesso. Dias antes a chegada do Governador, a Coligação “É o Novo, a Esperança do Povo” adquiriu um antigo discurso do Deputado Gilberto Brito, onde ele pedia para que o povo votasse em Paulo Souto contra o então candidato Jack Wagner. O espetáculo estava armado, Gilberto Brito tentou com a vinda de o Governador trazer a força do PT, forjada no programa “Fome Zero”, para o lado da Coligação Paramirim do Bem, todavia as duas outras coligações prevendo a possível manobra se anteciparam ao Deputado e com inteligência viraram o jogo, o que seria uma vantagem se tornou na maior desaprovação a um Deputado aqui na nossa querida Paramirim, por meios de vaias e gritarias. Desta confusão aquela que se saiu com ligeira vantagem fora a Coligação A Força do Povo. Enquanto as duas outras Coligações tentavam entender o ocorrido, Dr. Júlio posava junto ao Governador, no Aeroporto José Valério em Paramirim, a fotos que depois seriam distribuídas ao público.

No dia 5 de setembro aconteceu um comício no povoado do São João. Vocês poderão perceber que não expressei aqui todos os lugares que ocorreram manifestações, mas esse ficou marcado pela morte de uma personalidade do nosso município, Onça (Milton). Onça se enveredou pelo caminho sombrio do álcool. Voltava ele a pé pela BA 156 quando uma moto pilotada por um rapaz de nome “Coquinho” chocou-se ocasionando na morte de Milton. O rapaz foi conduzido ao hospital e após um período considerado de tempo recebeu alta. Onça em eleições passadas era fruto de muitas estórias, não sei se verídicas, porém refletia um pouco do que é fazer política. Na época que José Barbosa Leão era a grande força municipal, Onça, um analfabeto, desejoso de dá seu voto para José Leão, um dia antes da votação, se sabe lá por quem, era levado para outro município para assim não poder exercer seu direito de cidadão. Até hoje não sei se de fato ele possuía Titulo de Eleitor. Na campanha de 2008, Milton acompanhava a Coligação A Força do Povo. Aconteceram alguns atritos envolvendo ele com pessoas da Coligação Paramirim do Bem. Milton, o Onça, aquele que conseguia a façanha de levar a enorme língua ao nariz partiu para outro mundo, a todos que o conhecíamos ficarão as lembranças risonhas dessa pessoa simples que vivia na miséria, porém sempre feliz.

No dia 21 de setembro, uma nova carreata da Coligação Paramirim do Bem, desta vez teve como destino o povoado da Tabua. Ao contrario da outra, essa se deu nas primeiras horas da noite. Muito barulho, carros, fogos. A Coligação Paramirim do Bem viu reacender suas esperanças por mais quatro anos no poder. Bastou um dia para a casa desmoronar.

No dia 22 de setembro, a Coligação A Força do Povo se dirigiu em grande comitiva ao povoado do Mateus. Para muitos, essa visita conseguiu juntar mais pessoas do que a famosa festa do Morro do Fogo. Neste dia, o sol estava quente como naqueles dias característicos de verão nordestino, foram muitos os que desmaiavam, por haver apenas um médico no evento, o próprio candidato a prefeito, o mesmo tinha que descer do palanque para ir a socorro ás vitimas. Na volta para a sede, no final da tarde, uma grande carreata entrou sem avisar pelas principais avenidas deixando um rastro de frustração para um lado e de vitória certa para o outro.

Dia 23 de setembro, o Judiciário breca a saída de carros de sons as ruas. As campanhas pareciam esfriadas com esse jato de água fria. Muitas conversas eram ouvidas na cidade ou lidas. Para não perder o poder todas as armas possíveis se usavam.

Dia 27 de setembro, Eutímio Brasil, candidato contrario a Sílvio na eleição de 2004 se junta ao grupo para tentarem juntos derrotar a outra coligação que caminhava firme e forte a vitória. Veja aqui a foto Dr. Sílvio, Dr. Milton, Gilberto Brito (Deputado Estadual), Dr. Jurandir, Dr. Epaminondas juntos em uma única foto, acrescentou a fotografia do novo integrante. Não sei ao certo, mas acredito que foi pelo motivo da união desses vários médicos que Dr. Júlio escolheu o slogan “A Força do Povo” para sua coligação. Estava ele, Dr. Júlio, aparado pelo desejo do povo contra o poder dos médicos da nossa cidade. Sabendo que nos municípios do interior do Nordeste são os médicos que detém uma maior força, simplesmente, pela necessidade do povo em relação a esses profissionais. Dr. Júlio também possuía dessa vitalidade, pois também é médico.

Na tarde do dia 28 de setembro ficará marcada para sempre na memória daqueles que presenciaram a grande manifestação a favor da Coligação A Força do Povo. Apenas dois acontecimentos eu presenciei nesta eleição de 2008, a carreata que veio do Mateus, pois estava fazendo meus exercícios na orla da lagoa quando me deparei com aquele evento, parei para apreciar; o outro foi essa carreata do dia 28, fui-me preparado para assistir, os comentários da grandeza eram muitos, estava de câmera em mãos. Veja algumas fotos da Carreata Contaram pouco mais de quatrocentos veículos, marquei em meu relógio uma hora e vinte e quatro minutos de manifestação. Teve momento que fiquei arrepiado, o povo estava junto não para a vitória da Coligação A Força do Povo, mas para a derrota da Coligação Paramirim do Bem. O destino de Paramirim foi selado ali no dia 28.

No dia 02 de outubro, pelas principais avenidas da sede do município policiais realizavam blitz. Pegaram motos e carros. A Coligação Paramirim do Bem se perdia em atos que davam a entender que estavam sendo arquitetado por vingança. Vingar, poucos dias antes da eleição, do povo que apenas faz jus a seu direito de escolha um ato que confirmava o tanto de barbaridade cometidas no desenrolar da campanha. Alguém pode me questionar que a realização de blitz é algo legal e essencial. De fato o é. Apenas não entendo o porquê da falta de continuidade. Se o ato se faz no dia-a-dia sequer seria mencionado.

As campanhas das duas coligações de maiores forças, tudo indicava que nestes dois dias restantes para a data da grande votação transcorreriam na maior tranqüilidade e paz, esse aparente conforto, contudo, se quebrou quando a coligação “Paramirim do Bem” soltou na cidade uma carta onde constava que o candidato da coligação “A Força do Povo” não poderia compor a chapa e que em seu lugar haveria de nomear outra pessoa. A intenção da coligação Paramirim do Bem era desarticular a outra coligação e com isso se ver livre para atuar na zona rural. O povo, da sede do município, leigo nos critérios que engloba o TSE levara um choque, os que iriam votar na coligação A Força do Povo, e foram as ruas atrás de notícias. Os articuladores da coligação A Força do Povo rapidamente divulgaram que a carta havia sido forjada no propósito do que fora dito logo acima e em comemoração fez da noite de 03/10/2008 um espetáculo de luzes e estouros. Fogos eram lançados aos quatros canto da cidade, carros e motos circulavam frenéticos pelas avenidas. Defronte ao bar do Bidé encontrava-se um enorme aglomerado de pessoas da coligação A Força do Povo.

No dia seguinte, véspera da votação, logo nas primeiras horas do dia, uma folha contendo uma pesquisa é lançada na feira-livre pela coligação Paramirim do Bem. Todas as pesquisas até então dava ao candidato da coligação A Força do Povo uma margem folgada de votos. Essa pesquisa colocava o 40 com 40,1% dos votos contra 32,5% do 15 e 4,8% do 13. Veja a foto da Pesquisa A pesquisa tinha característica de fraudes: primeiro só aparecia a foto do candidato Silvio Humberto e seu vice Dr. Milton; segundo, em vez de colocar que a pesquisa era algo estimada colocou-se que era estimulada, fica a pergunta: por quem? A coligação A Força do Povo foi rápida e lançou a pesquisa onde seu candidato tinha 68% dos votos contra 28% e 2% das demais coligações. O período de campanha chegara ao final com muito gás, a noite prometia fortes emoções.

O sol se vai e trás com a sua ausência muitos conflitos nos rincões do sertão nosso. Candidatos a vereadores jogavam suas derradeiras cartas. Adquiri os eleitores com dinheiros e assim conseguir a cota que lhes garantiria salários por quatro anos. O certo é que na reta final quem usou do brilho das cifras se deu bem, outros mais populares e com cadeiras garantidas perderam por querer serem honestos ou mesmo não terem recursos para também assim fazer. Candidato a vereadores, e por que não a prefeito, que não tiveram ou não quiseram usar dinheiro nas suas campanhas no final sobraram a eles vergonha. A coligação “É o Novo, a Esperança do Povo”, encabeçada pelo PT teve menos votos que a maioria dos vereadores. Nessa noite do dia 04 de outubro quase seria marcada por mortes. A justiça não dando garantias de uma campanha limpa delegou as coligações o poder de fiscalizar as coligações rivais. Nesse meio, onde não existem leis e respeito à força é que fala mais alto. Se não agir no momento aprazado o outro pode vir com dinheiros e comprar seus frutos plantados a um bom tempo. Um foi preso por está usando uma arma, o outro ao saber da chegada da polícia jogou seu revólver no meio do mato. Candidatos a vereadores sofreram agressões: tapa na bunda, no rosto, pneus furados e ameaças. Enquanto uma coligação tentava comprar a outra usava da intimidação para acuar esse ato ilícito com outro de mesma categoria. Segundo a lei estariam todos errados, mas segundo a política praticada, tudo estava dentro da normalidade. Política envolve interesses, conflitos e altas cifras. Onde houver a disputa por poder, haverá batalhas, sangue e ao fim somente um vencedor; vencidos, muitos.

No domingo, dia 06 de outubro, a votação, durante o horário previsto, ocorreu na maior normalidade. Eu, como havia sido convocado para ser mesário, trabalhei e participei desse ato que marca toda Democracia. Fui segundo mesário. Zona Eleitoral: 0111. Local de Votação: 1040. Seção Eleitoral: 0220. Escola João Durval Carneiro (Prédio Redondo). Eleitores aptos: 301. Comparecimento: 251. Eleitores Faltosos: 50.

Às dezessete horas e dez minutos o foguetório começou. Não precisava sequer esperar o resultado final, a frente na sede passava dos mil votos, a Coligação A Força do Povo se sagrava vitoriosa. Faltava decidir o futuro dos vereadores.

Uma surpresa foi ter Tõezinho de Caraíbas sendo o vereador mais votado. Havia comentários de que ele não conseguiria ser eleito novamente. As decepções nas urnas ficaram por conta de Mauricio Correia, Pr. Raimundo e Raimundinho. O filho daquele que já foi a maior força do nosso município também marcou pela reprovação popular, Deu Leão, filho de José Barbosa Leão. A Coligação É o Novo, a Esperança do Povo não conseguiu fazer nenhuma cadeira na Câmara, pior foi seu candidato a prefeito que obteve menos votos do que muitos candidatos a vereadores derrotados.

Prefeito Eleito: Dr. Júlio
Vice: Dr. Marcelo

Vereadores Eleitos:

Tõezinho: votos: 692
George Tanajura: votos: 683
Orlando Flor: votos: 646
Baú: votos: 633
Dão: votos: 620
Osório: votos: 586
Evando: votos: 559
João de Almeida: votos: 501
Tõe de Geralda: votos: 473

Tudo resolvido, agora era só esperar a Diplomação e logo após a Posse. O que se seguiu foi um estado de pânico entre os vitoriosos e de esperança por parte dos derrotados. A Coligação Paramirim do Bem havia entrado no Judiciário com um processo para impugnar a candidatura da Coligação A Força do Povo. Alegava que o candidato a prefeito Dr. Júlio não estaria quite com o TSE. Segundo eles, Dr. Júlio não teria votado no Plebiscito das Armas e deixado de pagar a irrisória multa.

Foram quase três meses de clima pesado na nossa cidade. Ninguém ousava comemorar. Comentários novos surgiam em cada roda de conversa. Um foguete estourado trazia pânico. Uns diziam que iria ter outra eleição, disparate besta; outros, que o Vice Dr. Marcelo iria assumir; também tiveram aqueles que afirmavam que o Presidente da Câmara de Vereadores assumiria; e mais alguns, que o então prefeito Sílvio Humberto assumiria por mais quatro anos.

No dia 13 de dezembro, a Coligação Paramirim do Bem sofreu um forte golpe, o TSE divulga que se o vencedor da eleição for casado o derrotado só assumirá o posto de prefeito se esse obteve mais de cinqüenta por cento dos votos, fato que não se deu aqui no nosso município. Foi uma tarde de muitos fogos pelo céu da nossa cidade.

No dia 17 de dezembro, treze horas, o tiro que fechava a eleição 2008 foi dado pelo Ministro do Tribunal Superior Eleitoral Eros Graus. Dr. Júlio era inocentado, assim Prefeito de Paramirim, escolhido do povo para governar por quatro anos.

No dia 18 de Dezembro, Dr. Júlio chega de jatinho fretado. O povo vai ao Aeroporto o receber. A Diplomação aconteceria neste mesmo dia, no Centro Cultural Nabor Cayres de Brito. À noite, como presente, na Avenida Cesar Borges, a maior Banda de Pagode, Harmonia do Samba com sua maior estrela Xande, tocou sobre um mega Trio Elétrico. Dr. Júlio discursou e explicou a todos a real situação da Prefeitura Municipal e do Prefeito Sílvio Humberto.

Agora basta apenas esperar a posse no dia primeiro de janeiro de 2009.

Esse pequeno resumo da Eleição 2008, em Paramirim, enquadra-se na visão de uma pessoa que observou todos os movimentos das campanhas de longe, mas um longe sempre presente aos que de fato fizeram essa história. Pode algumas datas não coincidir com a realidade, porém esforcei-me ao máximo para passar um conteúdo com o mínimo de equívocos. Pessoas teriam meios de fazer um trabalho, assim, com melhor qualidade e precisão. Deveria ouvir os três lados envolvidos, todavia correria o risco de ser taxado de mentiroso, pois como sabemos que o campo da política sempre o lado da gente está com a razão. Essa foi a minha visão, detive-me muito em pouco acrescentar colocando minhas opiniões, alguns momentos parece ser algo meu, mas foi apenas a realidade que eu vi passar no meu horizonte. Queria eu possuir meios de ter participado mais intensamente das campanhas, mas faltou-me tempo e recursos. Se assim fosse feito esse pequeno trabalho ganharia novos rumos e um volume tantas vezes maior do que o expressado aqui. Se com esse trabalho ofendo alguém, se alguém se sentiu ofendido, não o fiz por maldade; aquele que não gosta de ser criticado, um conselho, fuja o mais rápido possível da política. No mais, tudo não passa de história, lembranças, batalhas perdidas e ganhas... Se você de fato ficou ofendido, esquece, pois o que vale as palavras de um ser anônimo? Falo desse jeito, pois sei o quanto a política leva a paixões, e paixões nos levam a loucura, e loucura ao caus.

Prefeito de Paramirim

Vereadores de Paramirim

Trabalho escrito por: Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)

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