Água Quente

Érico Cardoso, conhecida por Água Quente, encontra-se ao lado esquerdo do seu mais importante rio, o Rio Paramirim. Cidade pequena, de povo simples e acolhedor. Estar incrustada entre belas serras, no Sudoeste Baiano, na Chapada Diamantina. Tem um clima agradável. E em tempo de festejos juninos um friozinho gostoso.
    O nome antigo da cidade, Água Quente, se deu pelo fato do poço termal, Poção, que conserva seu liquido sempre na casa dos 27 graus. Outra curiosidade desse poço é que sua vazão nunca se altera, corre sempre a mesma quantidade de água, que a poucos metros, dez ou vinte no máximo, penetra no Rio Paramirim seguindo juntos até a foz, no Rio São Francisco.
    Além do Poção, outras belezas naturais chamam a atenção por seus vastos encantos. O famoso Rio Paramirim, que nasce nas encostas do gigante Pico das Almas e corre por quatorze municípios antes de abraçar o lendário Velho Chico. No seu trecho, que passa pelas terras fértil desta linda cidade, perto do Angico encontra-se o Poço da Espingarda, local maravilhoso para um feriado e um piquenique; por esse trecho andaram em tempos remotos os Índios Tapuios, seus vestígios estão em algumas paredes de rocha em forma de pinturas, já bem danificadas pelas mãos pesados dos homens brancos. Descendo os povoados da Cachoeirinha e Cachoeirona, após a ponte da BA 156, indo de encontro a Paramirim têm-se os Balaios, nele há uma pequena queda d’água e várias piscinas feitas na rocha pelo atrito de milhares de anos com a água. Outro rio muito importante para o município é o que desce do Morro do Fogo e que carrega esse mesmo nome. Desce do alto da serra, corta serras, encontra o vale e deságua no Rio Paramirim. Nele encontra-se a famosa Cachoeira do Major. Também na sua grandiosa amplitude hídrica podemos contar outros rios, o Rio da Barra, o Rio do Pires e o Rio da Caixa.
    Seu emaranhado de serras é de impressionar, a do Cruzeiro fica a oeste olhando com seu topo branco para a sede, ao lado como uma escada outros dois degraus, um maior que o outro. Serra dos Sete Morros, Serra das Almas, Serra do Itobira e Serra do Barbado são, juntas com a do Cruzeiro, as de beleza maior.
    A sua festa de destaque acontece no mês de junho em louvor a São João. Uma característica marcante e que vem de longas datas fica por conta das inúmeras fogueiras, cada residência possui a sua. Outras que merece destaque: “Reisados: 01 a 06 de janeiro; Aniversário da cidade: 07 de abril; Romaria de Nossa Senhora do Carmo do Morro do Fogo: 14 a 17 de julho; Independência do Brasil: 07 de setembro”.
    Data-se do século XVIII a chegada dos primeiros homens de raça que não era as dos índios nesta região. Eles vinham em busca do ouro. Seguiam o leito do Rio das Contas e ao adentrar na Serra do Morro, no leito do seu rio encontraram bastante minério amarelo em aluvião. Mais tarde, com o declínio do ouro fácil emendaram a cavoucar as serras em busca das filas de ouro. Uma herança deste tempo pode ser vista no povoado do Morro do Fogo, chama-se Gruta do Pereira, cavada pelo habitante de mesmo nome.
Área: 701.25 km2.
População: 12.458 habitantes.
Coordenadas Geográficas: 13°25’ Latitude Sul; 42°08’ Longitude Oeste.
CEP: 46180-000
DDD: 77
Estrada de Acesso: BA 156.
Clima: Seco e Sub-úmido.
Temperatura: 25°C.
Período Chuvoso: Novembro a Março.

Luiz Carlos M. Cardoso

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